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HSAV é destaque na imprensa
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O gerenciamento e a reciclagem de frascos de soro fisiológico utilizado em hospitais faz parte de um projeto de pesquisa que é realizado pelo Hospital Santo Antônio, em Votorantim, em parceria com a Faculdade de Tecnologia de Sorocaba (Fatec). Em fase piloto do projeto, a capacitação dos colaboradores do hospital começou nesta semana. A iniciativa surgiu de alunos da Fatec que fazem estágio no hospital.

Alunos do 6º semestre do curso de Tecnologia em Sistemas Biomédicos, Paulo Roberto Nunes Corrêa, 22, e Taís Pedroso de Almeida, 21, perceberam que, dos 8 mil frascos de soro utilizados mensalmente pelo hospital, cerca de 150 acabam sendo contaminados quimicamente com medicamentos e, por isso, precisam ser descartados como lixo hospitalar. Apesar dos outros 7.850 frascos não apresentarem resíduos considerados perigosos ao meio ambiente, eles também acabam sendo enviados à incineração.
Os frascos não infectados, depois de devidamente identificados e segregados, serão encaminhados para a empresa recicladora Dinâmica, de Votorantim. Os alunos, que fazem iniciação científica, conseguiram bolsa de estudo para continuar a pesquisa. O estágio é feito sob a coordenação da farmacêutica responsável, Renata Lolo Haro Silva.

A professora doutora Elisabeth Pelosi Teixeira, docente da área de Microbiologia da Fatec Sorocaba e orientadora dos alunos, explica que o projeto faz parte de uma pesquisa pioneira na região e, após a aferição dos resultados, poderá ser implantado em hospitais da cidade e região. Este projeto faz parte da linha de pesquisa da docente junto ao Programa de Mestrado Profissional do Centro Paula Souza e aborda as questões relacionadas com a saúde, segurança ocupacional e ambiental.
Os dois estudantes utilizarão os resultados dos estudos para seus trabalhos de conclusão de curso na Fatec Sorocaba. "O plástico nobre, do frasco de soro, além de gerar um número enorme de resíduos, também demora anos para se decompor na natureza", explica a professora que, há dez anos, trabalha com gerenciamento de resíduos.

Fonte de renda
Mesmo em fase preliminar, a pesquisa mostrou que os frascos não contaminados com medicamentos ou substância infectante não precisam, necessariamente, ser encaminhados para o descarte como lixo hospitalar. "Pelo contrário, poderiam ser segregados e reciclados, gerando uma economia de R$ 2,20 por quilo de lixo hospitalar", comentou Taís. "Estamos ansiosos pelo início do projeto-piloto e confiantes nos resultados positivos que trarão", destacou Paulo. 

Segundo eles, o maior desafio desta etapa inicial do projeto é treinar e capacitar todos os colaboradores do hospital, para que façam a correta segregação dos frascos de soros que podem ser reciclados, por meio da colocação de etiquetas de identificação e do descarte em lixeiras especiais, que já foram adquiridas. Adalton Delanhesi, diretor do Hospital Santo Antônio, enaltece a ação. "Já investimos na aquisição das lixeiras especiais e em outros custos de implantação do projeto, certos de que haverá grande retorno, tanto para o hospital, quanto para a natureza".
 
 
 
Creditos: Carolina Santana
 
Fonte: Jornal  Cruzeiro Do Sul